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domingo, 30 de outubro de 2011


"Deixei de ser um crente quase de um dia para o outro. Pus-me a pensar bem no assunto e apercebi-me de que a ideia de um Deus pessoal é um bocado ingénua, infantil até.
Porquê?
Porque se trata de uma fantasia criada pelo homem para tentar influenciar o seu destino e buscar consolo nas horas difíceis. Como nós não podemos interferir com a natureza, criámos esta ideia de que ela é gerida por um Deus benevolente e paternalista que nos ouve e que nos guia. É uma ideia muito reconfortante, não lhe parece? Criámos a ilusão de que, se rezarmos muito, conseguiremos que ele controle a natureza e satisfaça os nossos desejos, assim por artes mágicas. Quando as coisas correm mal, e como não compreendemos que um Deus tão benevolente o tenha permitido, dizemos que isso deve obedecer a um qualquer desígnio misterioso e ficamos assim mais confortados. Ora, isto não faz sentido, não lhe parece?"
(José Rodrigues dos Santos)

não critico quem acredita . apenas prefiro ir buscar as forças que preciso para ser bem sucedida a algo mais concreto . apenas prefiro pensar num Deus diferente , não um Deus que nos guia e nos castiga ou recompensa . apenas prefiro resolver por mim os meus problemas . apenas prefiro assumir as minhas responsabilidades . seria sem dúvida mais fácil colocar as culpas nos ombros largos de 'alguém' como deus , esperar que as coisas acontecessem sem termos de fazer nada . eu prefiro agir . para mim e por mim . não sou contra Deus , apenas prefiro acreditar que há algo mais que isso , não sei , apenas algo diferente . 

sábado, 8 de outubro de 2011

nova vida , velhos hábitos

quando ia começar a escrever , a minha ideia era sobre como é bom recomeçar . ir parar a um lugar novo , onde ninguém te conhece e onde tens a oportunidade de seres quem és , ou na verdade , de seres quem tu quiseres . podes mudar a tua vida , ou podes mantê-la igual . podes fazer o que preferires . a novidade fascina-me por isso mesmo . o passado fica arrumado , a não ser que o tragas de volta . libertas-te dos antigos erros , dos preconceitos , dos medos e dos rótulos que eventualmente tinhas . recomeçar . o mundo seria perfeito assim . mas não o é e sabemos isso muito bem . tudo porque a novidade acaba depressa e se torna uma nova rotina , digamos . criam-se novos erros , novos preconceitos , novos medos e novos rótulos . passado o fascínio inicial da perfeição percebes que as aparências iludem , que algumas pessoas são más , que outras não são tão simpáticas como quando falaram contigo pela primeira vez e que outras simplesmente fingem gostar de ti . e não há nada a fazer .

sábado, 10 de setembro de 2011

suícidio : uma atitude de coragem .. ou de egoísmo ?

Será uma atitude de coragem ou será de egoísmo ? 
Será uma escolha ou será a única opção ? 
Será pôr um fim ou será tentar uma nova oportunidade ?

Antes de mais , não sei as respostas . Para saber , teria de me colocar na mente de alguém que faz ou pensa fazer tal coisa . E isso é impossível , porque não consigo sequer imaginar o que leva alguém a estar tão fundo para não querer ver o sol a nascer outra vez. Não posso comparar os meus problemas , ou os meus piores dos piores dias aos problemas e aos piores dias destas pessoas . Mas acredito sinceramente que tudo tem solução e que , desde que não estejamos sozinhos , as coisas acabam por se resolver . É verdade que posso dizer isto porque sou optimista e porque tenho uma vida fácil , mas é o que realmente penso . A vida , na sua simples essência é a única coisa que realmente temos . E se há tantas pessoas neste mundo sem oportunidade de lutar pela sua vida , vítimas de doenças terminais , vítimas de acidentes irreversíveis , vítimas de miséria extrema , pessoas que dariam tudo para ser outras pessoas , para estar noutro lugar , para simplesmente saberem que acordariam no dia seguinte , não consigo mesmo compreender como é que há pessoas que decidem acabar com tudo . t-u-d-o . nem dão a si mesmas a oportunidade de tentar mais uma vez . ou será que não suportavam falhar mais uma vez ? 

terça-feira, 28 de junho de 2011

não espero que ninguém compreenda , são apenas frases soltas que ecoam na minha mente confusa . não sei o que digo , nem o que faço , só sei que já me perdi outra vez

[escrevo-te porque não tenho coragem para te dizer . e não te digo , porque sei que te vai magoar . e não , não consigo suportar isso . e não , não é simplesmente egoísmo . escrevo-te porque as palavras são o meu forte apenas quando escrevo e não quando falo , sabes disso . e escrevo-te sobretudo para me sentir menos culpada por não te conseguir dizer , porque sei que mereces isso . mas se algum dia leres isto , é quase como se fosse eu a dizê-lo e esse pensamento (nada correcto) , reconforta-me a consciência , ainda que por momentos .]

hey sweetheart , sabes que a vida é curta demais para a desperdiçarmos seguindo os caminhos errados , aqueles que não nos fazem felizes . mas sim , sabes que a maioria das vezes é isso mesmo que fazemos . somos uma espécie estranha ... não gostamos de dor , de sofrimento , de tristeza , de desespero ... mas escolhemos exactamente os caminhos que nos levam para isso , mesmo que no início não pareça . aliás , o início é agradável e convidativo em todos eles e todos eles chamam por nós , sussurando levemente "anda , anda por aqui" ... não percebes porque te estou a dizer isto , pois não ? não faz mal , também já me perdi e provavelmente nem estou a fazer sentido . tenho uma mente confusa , isso já sabes , mas também não percebes , por muito que o afirmes .
sabes ? um dia acordas e tudo parece diferente . há qualquer coisa que simplesmente não está no lugar e tu procuras e procuras porque a queres repor . afinal , estavas bem no dia anterior . então procuras e procuras e não encontras . mas se calhar nem queres mesmo encontrar . há uma parte de ti que não quer encontrar , não quer repor , não quer ficar bem , pelo menos não assim . não devia estar a escrever-te isto , devia dizer-to . mas na verdade , não falo contigo porque não sei o que dizer . e mesmo agora , já não sei outra vez o que estou a dizer . não espero que compreendas , não espero que alguém compreenda , espero apenas que eu compreenda para que o resto surja com o tempo .

sábado, 26 de março de 2011

advice


Read this. Read again and again and one more time.
If you love yourself more than you love me, then run away while it's time.

sábado, 12 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

.

há alturas em que tenho dúvidas, muitas dúvidas. é certo ou errado, vale ou não a pena.. mas no momento a seguir esclareço tudo, como se tivesse uma inspiração divina. e são as minhas próprias dúvidas que me fazem ter a certeza das respostas. percebo que sim, até podia ser certo mas que não, não vale a pena. porque se há dúvidas, não vale a pena correr um risco destes por, quem sabe, nada. 

e então escolho assim, mais uma vez.  

sábado, 12 de fevereiro de 2011

all over again

prometi que não voltava a cair no mesmo erro: comparar pessoas.
ainda bem que não prometi a mais ninguém do que a mim mesma, porque quebrei essa promessa. esqueço-me constantemente que a vida não é tão linear como gostava e as pessoas muito menos ainda. são imprevisíveis e exigentes.

prometo que não caio no mesmo erro outra vez

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Wreck

Há um rio, um rio muito muito largo. E tu queres passar para a outra margem, tu sabes que queres (ou pelo menos convenceram-te que era o melhor para ti). Há também um barco, um barco abandonado do teu lado do rio, perfeitamente capaz de te levar para onde queres em segurança. Mas se 1 + 1 = 2, e isso é tão simples e directo, porque não pegas simplesmente no barco e atravessas o rio? Porque ficas parado a pensar no porquê do barco ali estar ou noutra eventualidade da vida? Sei que quando as pessoas se aproximam do fim pensam na sua vida toda em apenas um minuto, percebem determinadas coisas que levaram anos a tentar perceber.. Mas isto é o fim ou um novo amanhecer? Será esta questão que te impede de avançar? Ou será que não te convenceste de verdade? Pensas e repensas, e descobres que tens medo. Sempre o medo, sempre o medo. Impede-te de avaçar. Não, desta vez avanças. Determinado, segues em frente. Parabéns, venceste o teu medo. Pegas nos remos. Não, espera. O que estás a fazer? Não, não os deites fora. Deitaste. A melhor forma de não teres tentações. A forma mais fácil, mais uma vez. És, foste fraco, mais uma vez.. Preferes não tentar, a fracassar. Mas fracassaste.  

sábado, 25 de dezembro de 2010

É Natal !

   Dizem que o tempo de Natal é um tempo mágico. Tempo de sermos melhores para os outros. Tempo de sermos melhores para nós próprios. Tempo de corrigirmos os erros. E caso isso já não seja possível, tempo de pedirmos desculpa. Mas também tempo de desculparmos. Tempo de harmonia, união e amor.
   Queria muito acreditar no que estou a escrever, para deixar de ser só o que "dizem". Mas não consigo perceber porque se dá tanta relevância a estas atitudes no tempo de Natal, quando devíamos fazer isto todos os dias do ano... Também não consigo deixar-me comover pelo espírito natalício e fingir que nada do que se passou antes importa. O Natal vem, e é tudo verde, vermelho e cheio de amor, mas o Natal vai, tão ou mais depressa do que chegou, enquanto eu continuo aqui com as minhas recordações, demasiado marcadas para que qualquer Natal (ou todos juntos) consigam fazê-las desaparecer. E enquanto eu me lembrar... nunca vou desculpar.

À parte de tudo, e já que dizem que "mais vale tarde que nunca" (acredito!): FELIZ NATAL A TODOS! :D

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dois

Por vezes precisamos de perder alguém, ou pelo menos afastarmo-nos, para percebermos como gostamos e como precisamos dessa mesma pessoa. Sempre pensei que tivesse sido este o teu pensamento quando me ligaste naquele dia. Sempre foi este o meu pensamento também, antes, durante e depois. Mas o que se diz por aí e o que de facto acontece é diferente. E connosco foi diferente, mais uma vez não nos guiámos pelas regras. Os dias passaram e passaram e apesar de percebermos que gostavamos e que precisávamos um do outro não quisemos voltar, ou não voltámos por qualquer outra eventualidade da vida, não sei. Nunca acreditei que fosse realmente um fim, e nunca foi, pois não? Porque tu sabes o que eu sei, e sentes o que eu sinto... Não sei porque me importo sequer ou porque penso nisto, não sei porque escrevo sobre ti e sobre nós, sobre tudo o que poderia ter sido... mas hoje senti essa necessidade. Se calhar foi por olhar para o calendário e desejar mais que tudo recuar dois anos. Mas não posso. E não lamento, nunca, nada do que fiz contigo e por ti. Lamentar é perder tempo. Eu prefiro lembrar. Porque por mais que os sentimentos mudem, as memórias ficam para sempre.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Um dia

'Um dia' ... quantas vezes usamos esta expressão no nosso dia-a-dia? Eu uso muitas. Como não consigo planear o meu futuro, (se calhar nem quero realmente fazê-lo) vou adiando. Adiando para um futuro incerto, porque 'um dia' não tem um limite e posso sempre desculpar-me com isso. Assim, vou vivendo um dia de cada vez, com a calma de quem tem toda uma vida pela frente .. Na verdade, 'um dia' já prometi fazer muita coisa, mas 'um dia' quero cumprir tudo o que prometi. 'Um dia' quero sonhar, mas 'um dia' quero concretizar os meus sonhos. 'Um dia' quero escrever um livro ou uma canção sobre uma vida perfeita, mas 'um dia' quero viver essa mesma vida que idealizei. 'Um dia' quero esquecer todos os meus problemas e quero perdoar todos os que me magoaram. 'Um dia' quero encontrar 'o tal' para mim e nesse dia, sem dia certo, não vou cometer os mesmos erros.
 Mas hoje não é o dia. Talvez 'um dia' seja. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Nem sempre sou igual

Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.

Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,

Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés -
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma ...

Alberto Caeiro
(estou realmente fascinada por ele)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Demasiado cliché para ser verdade

Se calhar todos os conselhos que te dei eram apenas conselhos para mim, para me convencer que estava a fazer, pelo menos desta vez, o mais acertado. Precisava, preciso, não sei, de um sentido para a minha vida. E de um momento para o outro apareceste tu. Não és propriamente tudo o que sempre sonhei, mas és mais do que tudo aquilo que preciso neste momento. E por isso, menos sentido faz ainda. A verdade é que a vida nos troca as voltas e nos faz ser tudo aquilo que nunca pensámos ser. Não sei o que é, foi ou será. Não sei se uma feliz coincidência mas no local e na hora erradas. Ou pior e mais provável, com a pessoa errada. E não, não és tu. Sou eu. E assim, lamento dizer, mas era inevitável. Eu serei sempre o ponto comum entre todas as minhas histórias. Tu não tens culpa, de todo. Repito, sou eu. Tenho medo que soe demasiado cliché, porque não é. Nada do que se passou foi, pelo contrário. Tudo do avesso, incluindo nós. E se calhar foi isso..
Neste momento não há palavras, nem para ti, nem para mim, nem para nada ...